sábado, 4 de maio de 2013

HIV.., Até quando?


HIV..., Até quando?

 

Até quando o vírus do HIV, SIDA continuará a dizimar vidas, A destruir famílias, A matar esperanças e sonhos? Até quando teremos que viver e conviver com esse vírus no meio de nós? O que estará a falhar nas campanhas contra o vírus do HIV?

Desde 1990, que o país vem travando uma guerra contra esse poderoso inimigo a AIDS, desde essa altura que várias organizações não-governamentais têm-se associado ao Governo para reverter esse quadro triste que o SIDA têm deixado nas nossas casas, várias vezes o Governo drenou dos fundos do estado dinheiro para várias campanhas para a sensibilização e consciencialização sobre o vírus do HIV, e estas campanhas desde a essa altura têm sido feitas do Rovuma ao índico financiadas muitas vezes como disse antes, pelo governo ou por outras organizações, mais até então mesmo depois de tantos esforços feitos para se levar à cabo essas actividades de sensibilização e consciencialização os números de danos causados por esse vírus não tendem a diminuir, muito pelo contrário a cada ano que passa é possível notar que os índices ou as taxas de indivíduos contaminados pelo vírus bem como também o número de óbitos resultante desse mesmo vírus vem crescendo.

A conclusão que se pode chegar perante essa situação é de que alguma coisa esta a falhar, alguma coisa esta a falhar com essas campanhas porque já nos encontramos numa situação onde somos capazes de perceber que o problema não é, e nem pode ser resultado de falta de informação ou falta de consciência sobre a existência desse mal uma vez que onde mais se registam os elevados índices de contaminação são os locais aonde mais há informação como é o caso das cidades e vilas.

É chegada a hora de nós sociedade civil juntamente com o Governo, ONGs, Ministério da Saúde e outras Instituições nos sentarmos e perceber de facto o que esta a falhar, em vez de continuar-se, a drenar rios de dinheiros para as campanhas de sensibilização e consciencialização. É hora de drenar dinheiro para se fazerem estudos e saber-se a razão dos elevados índices de contaminação que em vez de baixarem aumentam, é preciso identificar, perceber e conhecer o motivos dos insucessos dessas campanhas, se faz necessário conhecermos as reais razões que levam as pessoas a ignorarem todo o conhecimento que têm sobre este mal e que se coloquem cada vez mais expostas a contaminação e permitindo assim com que o vírus continue a destruir milhares de famílias, que continue a aumentar o número de crianças órfãs, e que continue a diminuir a força jovem que se espera que no futuro tome conta do pais. Se faz necessário saber porquê em pleno séc. XXI os moçambicanos continuam a desperdiçar sua vida por apenas 5 min de prazer!

Para que possamos de uma vez por todas atacar o real problema e reduzir a taxa de contaminação e mortalidade causados por esse mal.

O choro da mamã Guida

        
O choro da mamã Guida
                                                                                  
Tudo começou quando em algum tempo atrás há sensivelmente 10 anos, o meu marido ficou desempregado.
O meu marido trabalhou 15 anos de sua vida numa fábrica de produção de borracha, só que nos últimos anos a fábrica começou a observar um decréscimo nas suas produções e consequentemente no seu rendimento, e não tendo como reverter esse quadro o proprietário daquela fábrica vendeu-a, há outros proprietários estrangeiros que não obedeceram logo a prior as cláusulas daquele negócio pois tinha ficado claro que a fábrica só iria mudar de dono mais os funcionários seriam mantidos, mas não foi o que aconteceu, metade daqueles funcionários foram demitidos e o meu marido também fazia parte desse grupo.
Na minha casa o único que trabalhava e a quem cabia a responsabilidade de sustentar a família era o meu marido pois ele nunca me deixou trabalhar, sempre disse que eu deveria ficar em casa e cuidar da educação das crianças e nem mesmo essa nova situação o fez mudar de ideia apesar de já não reunir condições para aguentar com as contas la de casa. A partir dai os dias que se seguiram foram dias de muito desgaste muita insónia porque não se sabia o que seria dali para frente pois o mercado de trabalho tinha mudado, as exigências eram outras e maiores e a idade contava muito o que fez com que várias fazes ele não fosse contraído até que, enfim, o meu marido recebeu uma proposta do meu cunhado para ir trabalhar para as minas na vizinha Africa do sul, isso para nós soou como uma luz no fundo do túnel.
No princípio tudo correu muito bem, meu marido foi de comum acordo, e as coisas lá em casa voltaram ao normal pelo menos nos primeiros dois anos e meio. No terceiro ano o meu marido começou a adoecer lá na Africa do sul e ficou doente por tanto tempo que por não apresentar melhorias e já não reunir condições para continuar a trabalhar ele foi suspenso e voltou para casa.
Quando ele voltou não me contou que havia sido suspenso e muito menos a razão da sua doença, evitou muito as minhas perguntas com relação a isso e quanto a sua presença em casa disse-me que por estar doente ele pediu dispensa e que já havia ido ao médico la mesmo e que era questão de dias para ele retornar a Africa do sul. O tempo foi passando e ele só piorou, piorou tanto até que faleceu, só nessa altura é que descobri que o meu marido havia contraído o vírus do HIV e por sua vez, eu também.
Desde esse momento a minha vida e a dos meu filhos mudou, primeiro pela falta que sentíamos dele, segundo porque eu nunca tinha trabalhado fora e não sabia o que fazer para sustentar a minha família e reverter aquela situação e terceiro porque comecei a adoecer e as minhas chances de trabalhar começaram a reduzir- se. Tudo mudou na minha vida e na vida dos meus filhos a nossa esperança, os nossos sonhos foram frustrados porque o Vírus do SIDA matou a minha família.                                                                                                                 
 
  Lua lina