terça-feira, 9 de julho de 2013

Ritos de Iniciação

Ritos de Iniciação
De  norte ao sul, do Rovuma ao indico o nosso pais é brilhantemente composto por variadíssimas cultura ou seja pode se assistir uma variedade cultural em cada ponto do pais tendo cada cultura um papel fundamental  para a formação da sociedade. Designam se rito de iniciação cerimónias de carácter tradicional e cultural praticado nas sociedades africanas que visa preparar o adolescente para encarar a outra fase da vida, isto é, a fase adulta, os ritos de iniciação  visam essencialmente a integração pessoal, social e cultural do indivíduo, permite ao indivíduo reunir múltiplas influências do seu meio para em seguida integrá-la na sua maneira de pensar, de agir e de si comportar, ou seja por meio deste  o indivíduo participa activamente nas actividades e na vida do grupo ou sociedade a que pertence.

As questões que colocam face a esta situação são :
Até que ponto os ritos de iniciação influenciam na saúde pública da população Moçambicana?
Até que ponto essas influências podem ser benéficas ou maléficas para a saúde pública?
A nossa inclusão na vida social é sempre feita através de rituais que traduzem formas diferenciadas de nos incluirmos, sendo assim um modo de afirmação de pertença a um grupo, a uma sociedade, a uma cultura.
Os ritos variam com os contextos sociais, com as épocas históricas e com as imagens e as práticas que em contínuo reajustamento constroem as nossas identidades, de grupo e individuais. Em muitas regiões do nosso país o enterro do cordão umbilical, a exposição à lua, as bênçãos dos mais velhos são o modo que os vivos e os que já partiram têm de nos acolher e proteger. A bem dizer, a vida é "arranjada", "arrumada" e "acertada" por ritos, os pequenos e os grandes ritos: na entrada para a escola onde novos rituais nos esperam, o primeiro amor, o casamento, o primeiro filho, o sangue fundador que deixa de aparecer e finalmente a morte.

Os ritos de iniciação apresentam duas faces uma face positiva e outra negativa para saúde, têm uma face positiva na medida em que na sua maioria os ritos ensinam hábitos como higiene pessoal para si e para com os outros, no caso da mulher por exemplo são ensinadas a lavarem-se, a comportarem-se enquanto estiverem no período menstrual, são também ensinadas que cuidados deve-se ter após uma relação sexual, portanto visto nesta perspectiva os ritos de iniciação são essenciais pois influenciam de forma positiva o comportamento do individuo o que faz  com os indivíduos se distanciem de alguns focos ou perigos a saúde.
Os mesmo ritos têm também uma face negativa, pois após o termino de cada sessão de ritos de iniciação os participantes ou  os iniciados que na sua maioria pertencem a  uma faixa etária que varia de 12 a 15 se forem rapazes, para o caso das raparigas  a idade varia muito pois em muitos locais as raparigas são submetidas aos ritos de iniciação após a primeira menstruação, o facto é que, na sua maioria estes participantes ou iniciados depois de regressarem para as suas casas sentem-se preparados para iniciar a vida sexual, o que se torna um agravo para saúde, pois a vida sexual de muitos dos adolescentes nessas região inicia muito cedo, muitas vezes enquanto o corpo não se encontra preparado para tal o que muitas vezes culmina com gravidez precoces, casamentos prematuros o traz consigo problemas tanto na saúde da gestante no caso a rapariga bem como na saúde do bebe o que algumas vezes resulta na morte de muitas adolescentes após o parto ou ocorrência de  muitos  abortos, para alem dos problemas psicossociais que estes adolescentes terão de enfrentar e ainda problemas de origem económica aumentando assim o numero de pessoas que vivem em níveis elevados de pobreza o que acaba constituindo uma dificuldade para erradicação da pobreza no pais.  

 Bom a pergunta é, o que fazemos perante esta situação, devemos continuar com ritos e aceitarmos todos os encargos que dai advém, ou devemos dizer não aos ritos  de iniciação e abdicarmos das vantagens que esses rituais trazem consigo, ou devemos propor que os ritos sejam realizados de outras formas e fazer com que os temas abordados façam parte dos currículos educacionais, ou seja propor que o assunto ritos de iniciação façam  parte dos nossos currículos  e que haja uma idade adequada para se recrutar rapazes e raparigas para  os ritos de iniciação.

Abre o olho!



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